sábado, 14 de novembro de 2009

FRASES FEITAS


"Há frases assim felizes. Nascem modestamente, como gente pobre; quando menos pensam estão governando o mundo, à semelhança das idéias. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai; muitas aparecem orfãs, nascidas de nada e de ninguém. Cada um pega delas, veste-as como pode, e vão levá-las à feira, onde todos as têm por suas."
Machado de Assis no livro Esaú e Jacó.

sábado, 7 de novembro de 2009

DEBATE ENTRE DINESH D'SOUZA E CRISTOPHER HITCHENS


A fórmula é velha: pegue algum polemista ou cientista que estude relativamente bem e confronte com um religioso bem simples e tosco. O resultado é uma comédia (ou tragicomédia) que expõe a fé da pessoa mais simples ao ridículo (mesmo que seja uma fé forte, sincera e produtiva) e enaltece os dons intelectuais do atacante retórico. A fórmula foi repetida à exaustão pelo Dawkins.

Mas quando juntamos dois estudiosos no assunto, a coisa é bem diferente. Numa discussão simétrica intelectualmente e completamente assimétrica em termos de validade (pois claramente o teísmo é muito mais coerente e real dentro do contexto de nossa civilização), vemos Dinesh D'Souza defendendo o valor do cristianismo em nossa sociedade contra o ataque irracional de Cristopher Hitchens (autor do livro: Deus não é grande: como a religião envenena tudo), ex-socialista e militante ateu.

Num argumento bem fundamentado Dinesh mostra que o problema não está no cristianismo mas, sim, a solução. E que os responsáveis pelos maiores tormentos da humanidade não foram os religiosos de forma alguma. Foram militantes ateus como o próprio Hitchens, que sempre zombaram da fé alheia e intentaram sua anulação.

A verdade doeu, e ser desmascarado moralmente perante uma platéia não caiu bem. Dinesh consegue demonstrar muito bem que a revolta ateísta não é principalmente de ordem intelectual contra Deus e, sim, de ordem moral.

A palestra foi organizada pelo Intercollegiate Studies Institute, vale a pena visitar a página, assistir o debate e passear pelos outros conteúdos.

http://www.isi.org/lectures/lectures.aspx?SBy=lecture&SFor=132df9e3-143a-4e17-b701-177fe1b88520

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

EM DEFESA DE CRISTO...


Não que Ele precise disso, mas é um documentário de um jornalista ateu que resolveu investigar melhor o Cristianismo... e como fez isso de forma sincera, acabou descobrindo o que não queria.

Esse é o problema de se estudar seriamente antes de emitir opiniões infundadas, você pode ter surpresas realmente interessantes.

Vá ao site abaixo e confira!


sábado, 24 de outubro de 2009

AS MASSAS, E A TENSÃO ENTRE O COLETIVO E O INDIVIDUAL

Já faz tempo que gosto de estudar sobre o fenômeno do coletivo e do individual, e das inúmeras tensões que giram ao redor de nossa existência como seres diferenciados e ao mesmo tempo integrantes de um corpo (seja tal termo referente à nação, sociedade ou religião).
Um livro que reúne impressões muito vivas e é de uma riqueza imaginativa fantástica é a obra de Elias Canetti, "Massa e Poder". É patente que o autor assume uma visão reducionista de nossa sociedade, e enxerga o instinto de coletividade em tudo. Religião, governos, grupos e elites não passam de uma rendição do ser humano ao instinto de se agrupar em "maltas" ou em "massas" para obter segurança. Elias repete o saudosismo de um passado animal imaginado por muitos outros autores e põe tudo no mesmo "saco" como tantos outros que escreveram sobre temas psicológicos e antropológicos, mas a leitura de seu livro traz insights interessantes e aplicáveis, e a linguagem que ele usa é didática e envolvente. Porém, vários pressupostos (muitos de cunho iluminista secular) de sua obra estão lá tentando entrar na reflexão valendo-se da persuasividade de Canetti. É um livro para enriquecer a cabeça com imagens, e que serve de ponte para outras obras sobre o assunto, mas que não esgota o problema de forma alguma.

Quando ele fala de religião, sua visão unilateral fica ainda mais clara. Ele nega ou finge não existir o caráter extremamente individualista que a fé cristã coloca no ser humano e na sua salvação, lembrando somente do caráter orgânico e coletivo do Corpo da Igreja cuja cabeça é Cristo. Por alguns momentos ele reconhece o caráter inibitório sobre a massa que a igreja exerce, mas na sua análise, a percepção de uma alma humana sozinha perante Deus merece pouco crédito.

Bucando mais sobre o fenômeno das massas, um outro livro oferece uma visão que paira também sobre seu oposto benéfico: a individualidade nobre. "A Rebelião das Massas" de Ortega Y Gasset é um daqueles livros escritos em outra época que parece se aplicar a toda a história humana, e guarda um sentido de atualidade que assusta. José Ortega medita sobre o fenômeno das masas e vai um pouco além. Na sua obra percebemos que o ser humano não é só massa, e que o sacrifício de poucos garante o que existe de bom na nossa sociedade. Não dá para falar de massas sem comentar sobre a coragem daqueles que negam continuamente o instinto de se perder na multidão, de integrar a Legião, e decidem carregar sobre si o peso e a responsabilidade de fazer o correto.

Eric Voegelin no livro "Hitler e os Alemães" explora mais a fundo o problema do nazismo e de como a massa pode também ser massa na hora de assumir a culpa pelos erros que cometeu (algo que Elias Canetti também aborda). Enquanto o ser humano se esconde atrás do conceito de coletividade, seja de classe social ou raça, existe uma certa inculpabilidade em seus atos, que permite muitas vezes situações cruéis com a inocente desculpa de que o coletivo assim ditou. É como o oficial nazista ou comunista que, com a cara mais inocente do mundo, explica ter matado inocentes crianças porque a autoridade maior assim demandou (alguns culpam até mesmo a "deusa" história, e a inevitabilidade da sociedade marchando para o futuro socialista). Voegelin magistralmente mostra como a maldade cresce e persiste na medida em que pessoas simples se entregam ao coletivo e deixam de assumir a responsabilidade individual por seus atos. É fácil culpar Hitler e é fácil culpar Stalin, embora Hitler tenha sido combatido e os oficiais alemães tenham sido julgados internacionalmente, enquanto Stalin, Mao e o restante dos líderes genocidas socialistas são elogiados ainda hoje por nossos "intelequituais".

Na verdade, negar a individualidade é ceder fracamente e cegamente à maldade de outros indivíduos mais fortes e cruéis, que sabem se aproveitar muito bem da fragilidade e da covardia alheia.

Saindo da Alemanha e caindo no Brasil, Olavo de Carvalho criou o termo "Imbecil Coletivo", e traduziu em livro o fenômeno de extrema idiotização no qual se transformou a intelectualidade brasileira após ter adotado o coletivismo gramscista. Com diversos exemplos, o filósofo demonstra como pessoas, que em outras situações seriam inteligentes, são capazes de se reunir para promoverem uma imbecilização geral e emburrecedora.

No fim, valem os preceitos fundamentais de nossa civilização ocidental cristã, tão difamada e ainda assim tão superior. Nas Escrituras a tensão entre o coletivo e a individualidade já está muito bem demonstrada. O choque entre a noção de salvação coletiva de um povo no Velho Testamento e a "nova" noção de salvação de indivíduos de todos os povos no Novo Testamento, e o estudo de como a abrangência universal da Igreja Cristã já era preparada pelos profetas é fantástico. Mesmo no passado distante, nas palavras de Moisés ao descrever a promesa à Abraão, já se prefigurava que incontáveis povos seriam abençoados pela descendência do patriarca. A descendência ali já se referia à massa dos inúmeros salvos de todas as nações. Tal tema é abordado também por Eric Voegelin no primeiro volume de sua coleção "Ordem e História", quando trata de "Israel e a Revelação".
No Novo Testamento está a figura da Legião, de muitos espíritos que habitam o mesmo corpo. E de como Cristo os expulsa para uma manada de porcos que se precipita ao abismo. Enxergo uma possível e rica alegoria aqui. O papel da Igreja é coletivo no que diz respeito aos seus membros manifestos e à sua organização, mas essencialmente o que vemos é o contraste com a noção profundamente individual da salvação. A figura da massa encarnada na manada de porcos se precipitando no abismo e o contraste do indivíduo salvo que encontra sua própria salvação perante os olhos do redentor é fantástica e, infelizmente, não foi explorada por Canetti. A narrativa do possesso termina com sua libertação da Legião e sua salvação por Cristo, e tal ato é traduzido pelo fato de que o salvo não se jogou no abismo junto com a manada de porcos; de certa forma ele se individualizou.

A discussão existencial da vida religiosa como algo diferenciado e avesso ao coletivismo imanente também pode ser vista nas heresias cristãs antigas, como no caso do donatismo, no qual Agostinho de Hipona combate a própria noção de que "todos" os fisicamente presentes na Igreja terrena seriam salvos, e declara, baseado claramente nas Escrituras, que o joio e o trigo só se separarão no final dos tempos. Também aqui uma visão coletivista simplista da religião não cabe, e o foco está no mais íntimo recesso da alma, no canto só conhecido mesmo por Deus e às vezes contemplado por nossa consciência.
A tensão existente entre o coletivo e o individual permeia nossa realidade, e frases feitas ou slogans políticos não ajudam em nada a construir alguma coisa melhor.

PARA FAZER CAIR A MÁSCARA

Para entender um pouco mais do alerta de George Orwell em sua magistral obra política "1984", outras leituras podem ajudar muito, todas elas destituídas de alegorias e enraizadas em estudos históricos e biográficos que só comprovam que Orwell não estava brincando.

O primeiro é o relato de Dmitri Volkogonov, que trabalhou na União Soviética e teve acesso ao cotidiano dos líderes do Partido Comunista e aos arquivos da KGB. "Os Sete Chefes do Império Soviético" descreve detalhes biográficos dos sete primeiros líderes soviéticos, e ao colocarmos a realidade dos fatos ao lado da ficção de Orwell, as similaridades são gritantes.

O que muitos afirmam ser uma distopia é na verdade a tentativa de vacinar as pessoas contra um sistema cruel e desumano de governo.

A manipulação da informação, a desconstrução do passado, o maquiavelismo político extremado, a desvalorização da vida e o arrombamento da vida privada são realidades lentamente implementadas no Brasil à moda de Gramsci, e já tiveram seu efeito devastador sobre os russos.

O segundo livro é do médico psiquiatra Heitor de Paola. "O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial" faz um trabalho"cirúrgico" ao disecar com muita propriedade a estratégia socialista e quebrar a máscara de bom mocismo que a recobre, reunindo informações preciosas que servem de alerta para nosso país.

Como exemplo de estudo de uma das múltiplas armas usadas pelos membros dessa elite política deturpada que deseja uma nova aristocracia (de cunho burocrático e intelectual) usando as classes inferiores como bucha de canhão, temos o livro "Uma Gota de Sangue" de Demétrio Magnoli. O livro não contém a amplitude e a visão da obra de Heitor de Paola, mas toma uma situação específica para se aprofundar num exame rigoroso que desnuda a dialética racialista e nos mostra como uma distorção grotesca da realidade pode se tornar uma "verdade" aceita.

Uma obra que está em fase de conclusão e que colaborará em muito para a compreensão do fenômeno moderno que massacrou milhões e que, ainda hoje, oprime nações e mentes é o livro "A Mentalidade Revolucionária" escrito por Olavo de Carvalho. Os conceitos de inversão moral e histórica e a perda da auto-referência são cruciais para trespassar a máscara do politicamente correto e perceber a monstruosidade e a degeneração daqueles que orquestram a derrocada da civilização cristã ocidental, e a triste ignorância e ingenuidade de seus companheiros de viagem (ou idiotas úteis, como Lenin gostava de chamar).

Quando nosso presidente elogia nossa democracia ao enaltecer o fato de que pela primeira vez não teremos um troglodita de direita concorrendo à presidência, significa que nós nos aproximamos demais daquilo que George Orwell sonhou evitar.

Quando o mesmo presidente (que diz ser um homem sem pecados) faz mais uma de suas imúmeras comparações à Cristo e afirma que o mesmo teria que se aliar a Judas se estivesse no Brasil, além do desconhecimento total sobre a pessoa de Cristo, espelha somente a ridícula coleção de besteiras que colaboram para o desmanche da nossa civilização.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

SUGESTÕES DE LEITURA: CLIVE STAPLE LEWIS - CRISTIANISMO PURO E SIMPLES

Um livro notável pela linguagem cotidiana e pela clareza de pensamento de seu autor, o anglicano C. S. Lewis, que criou os contos de Nárnia. O livro "Cristianismo Puro e Simples" traz ao leitor o que é realmente simples e óbvio no Cristianismo, mas que poucos percebem.
No trecho representado abaixo está a leitura do raciocínio implacável de Lewis. Não há meio termo, Cristo não foi um mestre da moral ou coisa parecida. Ele ou é Deus ou é nada, e aqui não cabe discurso politicamente correto, pois Ele deixou claro que essa não era uma opção.


Fonte do vídeo: http://robertovargas-make.blogspot.com/

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

FORO DE SÃO PAULO, PT E NARCOTRÁFICO: UM "ESTRANHO" NAMORO.

Bem, Olavo de Carvalho já falava tudo isso há mais de quinze anos se não estou enganado. As notícias demoram a chegar mesmo.

Em termos de religião eu já tinha criticado o Jabor, e não concordo com tudo o que ele disse no seu pequeno comentário, mas até mesmo ele já percebeu o que o PT e nosso presidente andam "discretamente" ocultando.

Só para lembrar de notícias velhas que demoram a chegar na mídia.

sábado, 10 de outubro de 2009

CITAÇÕES: YURI ANDROPOV E O NÃO SER


"Somos fugazes neste mundo sob a lua.

A vida é um instante. Não-ser é para sempre.

A Terra gira no universo,

Homens vivem e somem..."

Yuri comandou a KGB por vários anos antes de se tornar Secretário Geral do Partido Comunista da União Soviética. Encarnou bem os princípios socialistas com matizes bolchevistas de alguns de seus predecessores. Atuou na desinformação e acreditava na manipulação por meio da propaganda, nas interpretações mentirosas dos fatos e na dissimulação como instrumentos preferíveis ao terror violento de um Stalin. O que não quer dizer que ele se absteve de punir violentamente.

Estrategista frio, já tomava as rédeas do poder muitos anos antes de ocupar a vaga de Brejnev, o marionete.

Sua curta poesia niilista explica bem os valores que norteavam sua atitude maquiavélica e descaradadamente cínica. A total ausência de valores. Vou repetir e espero não ficar cansativo, mas Andropov cai no meio daqueles intelectuais que Viktor Frankl acusava de serem responsáveis pela desumanidade do século XX, onde a vida era bucha de canhão para políticos cruéis e ganaciosos de poder que se justificavam com as idéias de filósofos niilistas.

O mal existe, tem várias faces e não é produtivo. No Manifesto do Partido Comunista, Marx já advertia que ele não estava ali para derrubar a moral burguesa (ou cristã?) e depois reerguer uma nova moral. Seu projeto era destruir a moral e pronto. Não vou nem comentar a sugestão de um de nossos políticos fajutos de transformar o livro em leitura obrigatória de nossas crianças nas escolas.

Andropov faz uma paródia triste de Salomão em seu Eclesiastes. Salomão já dizia alguns milhares de anos antes de Andropov que tudo é vaidade neste mundo sob o sol, mas o sol é um símbolo forte demais para o soviete, que preferiu se ocultar sob a lua, na calada da noite, como até hoje muitos daqueles que compartilham sua visão de mundo o fazem. A lua é mutável e ilumina pouco, uma alegoria interessante das práticas políticas dos comunistas soviéticos.

Para Andropov cabe ao homem se contentar com o vazio e o mundo cruel e sem sentido que ele e seus colegas sonharam para o resto da humanidade e rotularam com o título de sua ideologia materialista. Após viverem uma vida mergulhada numa noite mutável e mal iluminada, cair enfim no triste esquecimento das eras, na eterna morte do não-ser. É a negação do Ser, de Deus e de qualquer sentido para o mundo que não seja o faz-de-conta utópico que inventaram para depois cobrarem uma cota absurda em sangue e sofrimento. E aí sim, conseguirem dar um sumiço nos homens, mandando-os para a eternidade do Ser ou do Não-Ser (mas tal dilema cabe melhor a um Sheakspeare, não a um Andropov).

Nossa vida percebida debaixo do sol é fugaz sim, é como um sopro, mas o sentido dela se apóia em algo muito maior, na própria eternidade, e não numa construção doentia de algumas mentes niilistas e materialistas.

CITAÇÕES: ERIC VOEGELIN E A AVENTURA DA ALMA


"Quanto mais pessoas são atraídas para a órbita cristã, de moto próprio ou sob pressão, maior será o número daqueles que não possuem a força espiritual exigida para a heróica aventura da alma que é o Cristianismo."

terça-feira, 6 de outubro de 2009

VOCÊ SABIA QUE OS ANTEPASSADOS DOS ÍNDIOS BOLIVIANOS COMBATERAM O IMPÉRIO ROMANO? NÃO? ENTÃO APRENDA HISTÓRIA COM EVO MORALES

Esta eu tirei do site do Dr. Heitor de Paola. Não sei se passou num jornal ou num episódio mal feito de "Os Trapalhões", mas condiz bem com o nível intelectual de nossas aulinhas de hitória...